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A IMPORTÂNCIA DA LEGISLAÇÃO DA PROPAGANDA

 

Excetuando-se o curso de Direito propriamente dito, a disciplina legislação, nas suas mais diversas acepções, existentes em todos os cursos de nível superior, sejam eles com vários semestres e tratativas específicas ou num único semestre, seja ele na tratativa genérica, é sempre vista como um estranho no ninho, por parte dos discentes.

 

Quando alguém buscar fazer um curso superior para se tornar um profissional numa determinada carreira, normalmente, tem como foco a sua paixão, por determinada profissão, na essência em que essa se apresenta, não enxergando tão cedo, as diversidades de assuntos e a interdisciplinaridade que a vida acadêmica possui.

 

Encarar disciplina de áreas totalmente avessas ao segmento escolhido, a primeira impressão, seja a ser rejeitada e até protelada, quanto mais é possível, até que finalmente esse encontro ocorre e a deglutição passa a ser inevitável.

 

É assim com o direito aplicado a uma carreira específica, ou a legislação que inevitavelmente tem uma grande importância na formação acadêmica de qualquer área, uma vez que o direito não é algo optativo no exercício profissional e sim uma obrigação intrínseca na formação completa, responsável e visionária de qualquer atividade.

 

Mas como aplicar, entender e respeitar aquilo que não se conhece? Impondo coercitivamente? Essa é uma forma garantida de efetivo resultado? Haverá uma estabilidade, aceitação, tranqüilidade e ordem, impondo regras desamparadas de entendimento? Nós, professores de legislação, acreditamos que não. E é exatamente por isso, que propomos um estudo embasado em conhecimento e entendimento para que haja respeito e implementação prática.

 

Dito isso, a Legislação da Propaganda tem uma pretensão, de caráter profissional.

 

A ética e a lei, como já dito, não são conhecimentos optativos. Eles estão intrínsecos no reconhecimento de algo como completo e correto. O bom profissional tem na entrega do seu trabalho, total sinergia como respeito às leis e às normas éticas, porque ele conhece, entende e respeita a importância daqueles, no produto final. Ele tem esses elementos agregados à sua visão. Sempre.

 

E para que essa pretensão seja atingida, precisamos incutir no aluno o conhecimento com entendimento e respeito à legislação para que haja repercussão na prática.

 

O direito como uma ciência lógica, justa, inteligente, visionária e dinâmica. Assim, deve-se abolir “juridiquês” e procurar levar para a sala de aula, a experiência prática mais perto possível dos discentes, afastando qualquer imagem negativa pré-concebida do direito.

 

Construiremos uma base de conceituação de direito e ética e sob essa base, levantaremos os pilares do direito e da ética para aplicação prática voltada às atividades de marketing e comunicação.

 

Ricardo Moreira – Professor de Legislação da Propaganda na UNIP